Ocorreu um erro neste gadget

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA

Contexto em que Surge                                 
            Desde os primórdios da cultura ocidental se constata a interrogação sobre “o que é homem” percebemos que Sócrates foi um dos primeiros filósofos a estudar o homem. “Conhece-te a ti mesmo” – passou a ser a intenção. Para ele o homem é alguém que pode responder com racionalidade a uma indagação racional.
            Platão, seu esforçado aluno, afirmou que o homem é alma e que, com isso, é imortal. O corpo seria uma espécie de prisão para a alma. Este filósofo achava que o corpo e a alma não se entendem muito bem. Exemplo: o corpo pode ter sono, mas o espírito pode precisar que ambos fiquem acordados.
            A verdade é que já foi muito comum a definição do homem como sendo um animal racional. Muitos filósofos aceitaram esta definição: Agostinho, Descartes, Spinoza, Kant, Hegel e outros.
Mas hoje isso mudou.
            São muitas as definições baseadas em características do homem. Exemplos: para Sartre, o homem é um ser livre; para Gabriel Marcel, problemático; para Luckmann, religioso. E ainda há tantas definições... Descartes, Locke, Leibnitz achavam que quando um corpo humano se forma, Deus cria uma alma para ele. Outros, porém, como Marx e Comte duvidaram disso.
            Para estes últimos, a alma seria como um pensamento (que é o resultado das operações mentais). A alma então seria somente o resultado do próprio corpo, conseqüência da existência dele.
            Kant supunha apenas que a mente do homem não é competente para falar tanto a respeito da alma. Seria como, mais ou menos, uma formiga querer explicar o funcionamento de um computador
            O homem apresenta algumas peculiaridades que indicam como ele é, apresenta sinais de como anda vivendo e de quem ele é.
            Cada filósofo acrescentou um pedacinho a este estudo (Platão, Descartes, Hegel, Nietzsche, Sartre, Kant, Blondel, Rahner, Gabriel Marcel, Feuerbach, Agostinho, Descartes Comte, Nietzsche). Cada filósofo chama a nossa atenção para aspectos que ele considera importante, e geralmente para alguma característica humana, cada um desses contribuiu para o surgimento de uma Antropologia Filosófica.
            Entretanto a denominação “Antropologia Filosófica” só difundiu-se na nomenclatura filosófica contemporânea da primeira metade do século XX, por volta de 1920, sobretudo nos círculos ligados à influência de Max Sheller.
            A Antropologia Filosófica teve início quando o homem se sentiu jogado sobre si mesmo e (em oposição ao idealismo), precisamente sobre a concreticidade pessoal e histórica de sua vida que antecede e ultrapassa todo e qualquer conceito.
            A Antropologia Filosófica é uma tentativa de o homem se encontrar e de se entender. Não se trata de uma certeza, mas de uma possibilidade.

Contribuição que a Antropologia Filosófica oferece:

            A proposta central da antropologia filosófica é a natureza e o destino do homem, bem como o seu lugar no universo. A antropologia filosófica busca falar da essência do homem, embora não exista um consenso sobre o que vem a ser essa essência, embora se concorde que ela existe e é o que diferencia o ser humano dos demais seres do universo.
            O estudo da antropologia filosófica tenta achar as respostas para nossas dúvidas, como: O que distingue o ser humano dos demais seres vivos? Em que consiste a natureza humana? O homem é composto de corpo e alma (ou espírito) ou é de natureza puramente corpórea? O que é o homem? O problema mais importante da Antropologia filosófica surge ao perguntarmos: o que é o homem? O que constitui sua essência? O que o diferencia dos outros seres?
            Na concepção de Max Sheller e de seus seguidores, a antropologia Filosófica se propõe: a reformular a concepção clássica do homem tendo em vista do rápido e amplo desenvolvimento das ciências humanas e das ciências biológicas que operam uma revisão profunda no problema das relações do homem com a natureza.
            Henrique C. de Lima Vaz em seu livro “Antropologia Filosófica” diz que em função da problemática situação do homem em nossa cultura aponta para 3 tarefas fundamentais a ser cumpridas por uma a Antropologia Filosófica:
1.      Elaboração de uma idéia do Homem que leve em conta de um lado, os problema e termos presentes ao longo da tradição filosófica e, de outras, as contribuições e perspectiva abertas pelas recentes ciências do homem.
2.      Uma justificativa crítica dessa idéia, de modo que possa apresentar-se como fundamento da unidade dos múltiplos aspectos do fenômeno humano implicados na variedade das experiências com que o homem se exprime assim mesmo.
3.      Uma sistematização filosófica dessa idéia do homem de uma ontologia de ser humano capaz de responder ao problema clássico da essência “o que é o homem”.


BIBLIOGRAFIA
VAZ, Henrique Cláudio de Lima, Antropologia Filosófica. Volume I. Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 2004.
CATUNDA, Lúcio Packter e Michael, Antropologia Filosófica



Nenhum comentário:

Postar um comentário