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sábado, 27 de agosto de 2011

RESUMO IDADE MÉDIA

Resumo Idade Média 
I. Ano Mil (Cristandade Ocidental)
Características do Ano 1000
 Há um avanço em várias áreas: técnico, na agricultura, militarização (surge a figura do cavaleiro), a nobreza aumenta em muito, expansão comercial, surgimento das cidades, novas necessidades em todos os aspectos
 Religiosidade: Mentalidade - Pessimismo total, medo do fim do mundo
Politicamente: O Reino Germânico (Espanha Alemanha) totalmente fragmentado, pelos filhos de Carlos Magno – As duas
forças que imperavam neste período: A Nobreza e a Igreja. A Igreja acoplada aos nobres.
·         Com o reinado de Oto I acontece a união entre a Igreja e o Estado;
·         A relação da Igreja com Nobreza é uma relação de inconstância;
·         A igreja neste período está tolamente preocupada com dinheiro, poder;
·         A mentalidade do fim do mundo contribui com a riqueza da Igreja, quando as pessoas doam terras para a Igreja para salvarem as suas almas;
O Grande Evento deste tempo
·         Oto I- Reino Germânico- ascendência Franca, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico;
·         Tinha a tendência de universalizar o reino, querer expandir, busca o apoio da igreja;
·         Pede ajuda a Igreja de Roma, que dá apoio militar;
·         O Bispo de Roma o consagra Imperador do Sacro Império Romano-Germânico
·         Ele como Imperador aumenta o poder material da Igreja doando terras, fazendo semelhante a Carlos Magno;
·         Há uma consolidação de poder – Espiritual/Eclesiástico;
·         Essa consolidação dura somente 3 gerações até Oto III. Há uma tentativa de cada um; dominar o outro neste momento– a relação da Igreja com o Império entra em declínio;
·         A Igreja não aceita mais que o seu Bispo seja indicado pelo Império;
·         A partir daí surge um conflito entre a Igreja e o Império, no entanto isso vai oscilar muito de lugar para lugar de período para período;
·         A partir daí o Sacro Império Romano-Germânico começa também a perde poder, pois começa o surgimento de outras monarquias, várias lideranças políticas –França, Inglaterra – e o Sacro Império começa a perder poder;
Ø  Importante saber, que quando se fala de poder temporal e eclesiástico, isso nunca é um bloco hegemônico, sempre existiam forças centrífugas que quebravam essa hegemonia, em determinadas regiões;
II. Feudalismo
Sistema de relações – que varia de lugar para lugar, de período para período – pautado no belicismo, religiosidade e no contratualismo.
·         Belicismo: Por que era um período de extrema belicidade, surge a figura do cavaleiro (nobres que não eram primogênitos) – principal figura deste momento, centro de tudo – era o senhor feudal, o defensor da fé.
·         Contratualista: Prevê obrigações e deveres de todos para com todos – tem no topo da cadeia o senhor feudal e na parte mais baixa o servo
·         Religioso: Era um mundo pautado na religiosidade católica.
Os servos:
·         Carregavam todos dentro do sistema;
·         Produzia para ele mesmo e para sustentar o vassalo – Senhor Feudal
·         Obrigações de sustentar e servir o senhor feudal.
Os vassalos:
·         Obrigações com o servo de proteção e providência quando necessário
·         Obrigações com o suserano – Auxílium/Consilium
Consilium. Estratégia de guerra
 Auxílium. Resgate do senhor feudal (Suserano)
III. Cruzadas
Definição: Ação militar que tinha interesse religioso e que traz benefícios para quem participa, benefícios espirituais e materiais
            Principal figura é o cavaleiro (chega um ponto do período feudal que nobreza e a cavalaria são mesma coisa) As relações são pautadas no contexto cristão
            Havia um grande interesse da igreja nas cruzadas e classe suserana um interesse político e também se associar a igreja, já que a igreja, neste momento tinha um grande poder religioso e político.
            Povo: Tem um grande interesse de poder se aliar a nobreza, e também vê uma nova perspectiva de vida.
Benefícios para aqueles que participam das cruzadas
Material: comercial > produtos do oriente
Espiritual: Indulgência > quem participava das cruzadas tinha suas almas salvas
            Foi à grande salvação para a crise da sociedade Feudal – Havia também um interesse da igreja de aumentar o seu rebanho – aumentar sua influência em regiões ainda não alcançadas.
            A península Ibérica foi o grande ponto onde surge a intelectualidade, devido a junção das três grandes culturas existentes ali- judeus, cristãos e mulçumanos.
            Devido ao fato de os Turcos se converterem ao islamismo eles passaram a ter uma postura extremamente expansionista, então começaram a invadir a península Ibérica vindo pelo o norte da África (711 a.C.).
            Os Mulçumanos já estavam em Jerusalém desde 638 séc. VII.
Principais problemas desse movimento: Problemas internos ou estruturais
1)    Aspectos políticos > A questão política de quem haveria de ser os chefes das cruzadas e também não chegavam a um acordo em relação a que caminho haveriam de ir, esse fatos trouxera grandes problemas para os cruzados.
     Costuma-se dize que as cruzadas foram à grande solução para a crise da sociedade feudal, embora na perspectiva geral tenha sido um grande fracasso.
      Na época os cruzados não chamavam as cruzadas de cruzadas, mas de peregrinações
IV. Cruzadas de Reconquista
·         Os mulçumanos chegaram à Península Ibérica em 711 d.C. (R. Visigodo)
·         A reconquista é um processo longo
·         A partir de 718 começaram os conflitos dos cristãos com mulçumanos
·          As populações autóctones foram espremidas no norte
·         O grande traço da Península Ibérica neste período é a mistura cultural – (encruzilhada)
IX – Tem-se a grande intervenção de Carlos Magno
XI – Mudança conjuntural – liderança Política (califado de Córdoba)
·         Desestruturação interna mulçumana que estão assentados neste local
·         O califado começa a se desfazer e surgem os Taifas
·         Paralelo a isto começa a haver a intervenção do papado, pregando que o Islã deveria ser expulso da Península
·         A historiografia espanhola já dizia que neste momento já existia uma Igreja Nacional
·         A partir do séc. XI tem-se de forma patente os interesses políticos, religiosos, e econômicos.
·         Existe nesta região o túmulo Santiago de Compostela
Marcha para o norte
Germânia: Populações saem da Germânia em busca de terras cultiváveis e marcham para o leste – Econômica
Conversão dos pagãos do leste europeu – Religiosa 
V. Cruzadas Albigenses
·         Região – Sul da França
·         Discordavam da teologia da Igreja
·         A Igreja usa de violência contra estes grupos
·         Foi um grupo chamado de “Cátaros” (puros)
·         Cruzada Albigense por causa a cidade
·         A igreja confiscava os bens e administrava e circulação dos bens
Político: Expansão Territorial, aceleração do processo de monarquia feudal (nacionais)
Econômico: Expansão comercial, monetarização; bancos/créditos
Social: Enfraquecimento da aristocracia, emergência da burguesia
Religiosa: Maior “tolerância” com o Islã, maior intolerância com os Bizantinos e Judeus – Alguns autores dizem ser que é a gênesis do anti-semitismo
VI. Normatização Social da Igreja
Precisa-se de uma estratégia de inclusão e exclusão social
Traços principais deste contexto (medieval)
Mudança conjuntural marcada (nível cultural)
·         Ano mil + peste negra
·         Gera dois tipos de posturas – uma mais otimista outra mais pessimista (Apocalíptica)
·         Esse tipo de contexto apocalíptico gera novas formas de religiosidade (ascetismo) ASCESE
A Burguesia começa a emergir neste contexto
·         Monetarização
·         Monarquias feudais Monarquias Nacionais (França e Inglaterra)
            Neste contexto há uma convergência entre Igreja e Estado (começa no XI – XIII) marcado pela institucionalização da perseguição.
            Dois grupos: Marginais e Excluídos
Marginais                                                               Excluídos
Pobre e intelectuais                                                               Judeus
Leprosos                                                                                Mulçumanos
Homossexual                                                                         Hereges
Vagabundos
Prostitutas
VII. Heresias
            O Herege não era aquele que tinha uma atitude anticristã, mas aquele que tinha uma atitude de retorno “a verdade do evangelho”, eles questionavam a instituição Igreja - buscavam uma vida apostólica.

XI-XIII
·         Institucionalização de perseguição
·         Tribunal do Santo Ofício

1)    Heresias Teológicas – Filosóficas
·                    Pedro Bruys (Petrobrussianos)
·                    Monge Henrique
·                    Panqueleno
·                    Arnaldo de Stella
·                    Hugo de Speron
Pedro Bruys:
·         Padre expulso, batismo adulto, Eucaristia Sentido, aceitava pecado original;
Monge Henrique:
·         Partido popular, contra vícios, batismo adulto, negava o pecado original;
Tanquelino:
·         Anti-Eclesiático, nega os sacramentos, assassinado por Clénys;
Arnaldo de Stella:
·         Reforma Eclesiástica, restauração de Roma, separação dos poderes temporal e espiritual;
Hugo Speron:
·         Estudou em Bolonha foi cônsul, precede Calvino, não aceita a institucionalização.
   Heresias Populares
Cátaros (Albigenses)
·         Caráter dualista doutrina, 12 bispados e 1 concílio
·         Acumulação Material
·         Ascetismo extremo
·         Evangelização e repressão
Valdenses
·         Pobreza/ pregação Ambulante
·         Pede autorização Papal em Latrão III (1179)
·         Sacralidade: Batismo, Eucaristia, penitência
·         Negavam o purgatório
·         Crise interna (Independência)
·         Sem Hierarquia Oficial
·         Inocêncio III tenta cooptá-lo
Apóstolos de Cristo
·         Doutrina Franciscana e de Joaquim de Fiori
·         Fuga para a Espanha
·         Ideal de peregrinação
·         Ambulante
Joaquim de Fiori
·         Abade Cisterciense
·         Fanatismo simbólico
·         Interpretação alegórica
Begunos
·         Pobreza
·         Mendicância
·         Proximidade com os Franciscanos