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terça-feira, 22 de junho de 2010

Egito diz ter encontrado pirâmide construída para antiga rainha

Egito diz ter encontrado pirâmide construída para antiga rainha. Construção foi localizada em areal ao sul da capital, Cairo, diz governo.
Ela guardaria os restos mortais da rainha Sesheshet, mãe do rei Teti.
Da Reuters, em Saqqara.
Arqueólogos egípcios descobriram uma pirâmide construída no deserto e que pertenceria à mãe de um faraó no poder mais de 4.000 anos atrás, disse na terça-feira (11) o chefe do Departamento de Antiguidades do país.
A pirâmide, encontrada há cerca de dois meses em um areal localizado ao sul do Cairo, guardava provavelmente os restos mortais da rainha Sesheshet, mãe do rei Teti, que governou de 2323 a.C. a 2291 a.C. e que fundou a Sexta Dinastia do Egito, afirmou Zahi Hawass.
Arqueólogos trabalham próximo à base da pirâmide recém-descoberta em Saqqara, no Egito, nesta terça-feira (11). (Foto: AP)
"A única rainha cuja pirâmide não havia sido encontrada é Sesheshet, e é por isso que tenho certeza de que essa pirâmide pertencia a ela", disse a autoridade. "Isso enriquecerá o nosso conhecimento a respeito do Antigo Reinado."
A Sexta Dinastia, uma época de conflitos dentro da família real do Egito e de erosão do poder centralizado, é considerada a última dinastia do Antigo Reinado, depois do qual a região passou por um período de falta de alimentos e de instabilidade social.
Arqueólogos haviam descoberto antes, perto dali, as pirâmides pertencentes a duas das mulheres do rei, mas nunca tinham encontrado uma tumba pertencente a Sesheshet.
A construção sem topo, de 5 metros de altura, chegava originalmente a 14 metros, com laterais de 22 metros de comprimento, afirmou Hawass.
A pirâmide, que seria a 118a a ser encontrada no Egito, segundo Hawass, havia sido escavada perto da pirâmide mais antiga do mundo, em Saqqara, uma área tumular para os antigos imperadores da região.
"Essa pode ser a mais completa pirâmide subsidiária a ser encontrada em Saqqara", afirmou Hawass.
O monumento seria originalmente recoberto por pedras calcárias trazidas de uma mina a céu aberto existente em Tura, nas cercanias de Saqqara, disse a autoridade.
Os arqueólogos pretendem entrar na câmara sepulcral da pirâmide dentro de duas semanas. A maior parte dos objetos presentes ali, no entanto, já deve ter sido roubada, afirmou Hawass.
Alguns artefatos, entre os quais uma estátua de madeira do antigo deus egípcio Anúbis e figuras funerárias de datas posteriores, indicam que o cemitério havia sido reutilizado na época romana, disse a autoridade.

terça-feira, 8 de junho de 2010

AS CONTRADIÇÕES DO SISTEMA CAPITALISTA

                                                                      As Contradições do Sistema Capitalista
                                                                    Parte I

  Karl Marx descreveu nas suas obras as principais contradições do sistema capitalista.

  Para perceber melhor o seu raciocínio, é necessário ter presente que o sistema capitalista assenta na teoria da exploração do trabalhador, e no seu conceito fundamental: a apropriação privada da Mais-Valia.

"(...) Segundo Marx, o lucro não se realiza por meio da troca de mercadorias, que se trocam geralmente por seu valor, mas sim em sua produção. Os trabalhadores não recebem o valor correspondente a seu trabalho, mas só o necessário para sua sobrevivência. Nascia assim o conceito da mais-valia, diferença entre o valor incorporado a um bem e a remuneração do trabalho que foi necessário para sua produção. Não é essa, porém, para Marx, a característica essencial do sistema capitalista, mas precisamente a apropriação privada dessa mais-valia. A partir dessas considerações, Marx elaborou sua crítica do capitalismo numa obra que transcendeu os limites da pura economia e se converteu numa reflexão geral sobre o homem, a sociedade e a história.(...)
   Portanto Marx afirmava que a força de trabalho era transformada em mercadoria, o valor de força de trabalho corresponde ao Socialmente necessário.
Tudo estaria bem, contudo o valor deste Socialmente Necessário é um problema. Na realidade o que o trabalhador recebe é o salário de Subsistência, que é o mínimo que assegura a manutenção e reprodução do trabalho.
   Mas apesar de receber um salário, o trabalhador acaba por criar um valor acrescentado durante o processo de produção, ou seja, fornece mais do que aquilo que custo, é esta diferença que Marx chama de Mais Valia.
   A Mais Valia não pode ser considerada um roubo, pois é apenas fruto da propriedade privada dos meios de produção.
   Mas, os Capitalistas e os proprietários, procuram aumentar os seus rendimentos diminuindo o rendimento dos trabalhadores, é, pois esta situação de exploração da Força de Trabalho pelo Capital que Marx mais critica.
   Marx critica a essência do Capitalismo, que reside precisamente na exploração da força de trabalho pelo Produtor Capitalista, e que segundo Marx, um dia haverá de levar à revolução social. "
   A contradição é clara, o trabalhador é na realidade a origem do valor. Mas sendo a sua origem, não é este que se apropria do valor criado, mas sim o Produtor Capitalista, que possui os meios de produção.
   Na segunda parte do artigo serão referidas as duas restantes contradições do sistema Capitalista. A tendência para a Diminuição da Taxa de Lucro e a de Concentração do Capital ( logo Monopolização ).
   Este artigo, bem como os seguintes sobre esta temática baseia-se, numa análise realizada aos conceitos marxistas. Todos os excertos foram daí retirados.
   As Contradições do Sistema Capitalista - Parte II

Tendência para a Diminuição da Taxa de Lucro
   Para Marx, a Taxa de Lucro era o raciocínio da Mais Valia - MV - sobre a soma do Capital (capital constante - C - mais capital variável - V- ).
   Se C/V for igualado a X. Temos que C=XV, logo a Taxa de Lucro = MV/v(1+x) = MV/v * 1/(1+x).
  Ora a tendência do Capitalista é a acumulação de Capital. Isto implica um aumento de X (Derivado da inovação tecnológica utiliza-se cada vez mais máquinas, logo, sobe o peso do Capital Constante).
  Ora aumentando X (Pois o valor de C aumentou), aplicando a fórmula acima, facilmente se vê que a taxa de lucro desce.
   Para Marx este movimento pode ser contrariado pela exploração da Força de Trabalho (aumentado dessa forma o V, o que implicará um aumento da Mais Valia (MV), logo um aumento da taxa de Lucro).
  Esta análise está fortemente condicionada pela análise do Valor que Marx faz. Para Marx apenas a Forçado Trabalho cria Valor, pois o restante capital (meios de produção) apenas o transmite.
   Segundo esta lógica, há de fato uma tendência para a baixa taxa de lucro.
   O que Marx não refere (e convém sempre salientar que toda a análise tem que se enquadrado no seu ambiente histórico) é que o Progresso Tecnológico reduz os custos dessa mesma Tecnologia (Ou seja, o V não aumenta, mas sim diminui).
   Também não levam em consideração na suas análises os efeitos da crescente produtividade. Ora mantendo a mesma força de trabalho, a mesma quantidade de trabalho gera mais valor, por via do crescimento da sua produtividade do trabalho (ou seja, a Mais Valia de cada Trabalhador também aumenta).
   Logo, não existe uma tendência para a baixa da taxa de lucro, mas sim uma tendência para a subida da taxa de lucro.
   O Raciocínio de Marx, caso não tomássemos em consideração os efeitos do crescimento da produtividade, está completamente certo. Contudo, o aumento da produtividade do trabalho, aumenta a Mais Valia de cada trabalhador, e o progresso tecnológico diminui os custos dos Meios de Produção.
   Temos, pois que a tendência do Sistema Capitalista é a subida da taxa de Lucro, por via de: - Aumento da Mais Valia (por causa da subida da produtividade de cada trabalhador), e diminuição dos custos do Capital Constante (por causa do progresso tecnológico). "
   Esta análise assume como erro de Marx os aspectos referentes à evolução tecnológica, nomeadamente o efeito de redução de V (Capital Variável). Esse raciocínio apesar de coerente, não contempla os custos associados à investigação e instalação das novas tecnologias. Nomeadamente que este processo de investigação é contínuo, de modo a que o produtor Capitalista tenha capacidade para se impor no mercado.
   O tempo necessário para a rentabilização das novas tecnologias (ultrapassando a perda realizada no investimento ) será cada vez mais difícil de atingir, porque devido ao ritmo do desenvolvimento tecnológico será necessário ao Produtor Capitalista realizar constantes investimentos, para suportar a concorrência.         Como em longo prazo a concentração de capital, é uma característica do sistema Capitalista, o investimento será cada vez maior, o que levará a que à redução do capital constante se deva subtrair o investimento efetuado, logo em longo prazo V, não aumenta nem diminui, mas permanecerá constante.
Este fato será necessariamente verdade, a existir em longo prazo uma tendência para a concentração do Capital (parte III).
   A contradição surge precisamente na produtividade. O desenvolvimento de novas tecnologias incrementa a produtividade do trabalho. Ou seja, o valor que o trabalhador produz será superior. Porém o aumento de rendimento do trabalhador não será proporcional ao aumento da riqueza que produz, levando o produtor Capitalista a expropriar-se de um valor continuamente superior.
   O sistema Capitalista em termos teóricos a tendência para a aumento da taxa de lucro é devida ao aumento da expropriação do valor produzido pelo trabalho. Uma contradição do sistema capitalista é resolvida com o recurso a outra sua contradição.

As Contradições do Sistema Capitalista - Parte III

Monopolização do Capital

“Visto que a tendência do Capitalista é a acumulação, há uma tendência para a baixa dos preços.
   Se os preços descem, existem empresas que não podem produzir (pois não conseguem gerar lucros com esse nível de preços), como não conseguem produzir, desaparecem.
   Com o desaparecimento das empresas não competitivas, a Indústria tende a concentrar-se nas poucas empresas que conseguem acompanhar o nível de preços, mantendo-se lucrativas.
   Para Marx, a Contradição reside no fato de se perder a essência do Capitalismo. Pois deixa de haver concorrência há medida que a concentração aumenta.
   Aqui Marx tem toda a razão. Os Progressos tecnológicos e científicos levam a que os custos de produção das empresas baixem consideravelmente. Baixando os custos de produção, as empresas podem aplicar preços de venda mais baixos.
   Aquelas empresam que não conseguem acompanhar o ritmo, por não terem tecnologia suficiente, e principalmente capital para acompanhas as inovações Tecnológicas, são obrigadas a cessar a sua atividade (pois o novo nível de preços, não lhes permite acompanhar as empresas mais modernas).
   A Tendência do Capitalismo é, pois a concentração, pois nem todos conseguem acompanhar o progresso tecnológico, e a descida dos preços de produção, sendo forçadas a abdicar da atividade. "
   Concentração conduz à Monopolização do Capital. Concentração dos meios de produção leva à concentração do poder de decisão. Concentração do poder de decisão...