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sábado, 25 de fevereiro de 2012


A Igreja evangélica, hoje, é sinônimo de concentrações de pessoas e múltiplas manifestações físicas, gente que marcha como soldado de um lado para o outro, gente que fica rodopiando e gesticulando sem nexo, ruídos estranhos, experiências de “sair” do corpo e voar por cima das outras pessoas, visões de anjos e pétalas de rosas caindo do céu, visões de entidades monstruosas, viagens ao céu, viagens ao inferno, enfim, fanatismo e êxtase.
O que importa dizer é que essa religiosidade mística é predominante no Brasil.
Em geral, a religiosidade evangélica de hoje está abraçada a uma espécie de neopaganismo. O conceito do panteísmo ganhou nova roupagem. Deus agora “é fácil”. A Bíblia não é mais a única regra de fé e prática como diziam os antigos cristãos. Quanto maior a ignorância bíblica, mais forte o misticismo.
Nós somos criaturas racionais, criados para agir inteligentemente. Temos intelecto; vontade, emoções e mente. John Owen, um homem erudito e piedoso, bem disse que o homem foi criado para conhecer o bem por intermédio de sua mente, sem descartar a emoção. (esta, em seu devido lugar, deseja e apega-se ao bem conhecido). A emoção nos impulsiona, mas não antes da verdade adquirida através da Palavra de Deus. Disse Owen: “As emoções talvez sejam o leme do navio, mas a mente é que deve pilotar; e a carta marítima a ser seguida é a verdade revelada por Deus” [na Sua Palavra escrita]. E como bem resumiu, ainda disse: “O intelecto é o olho da alma”. Daí podermos dizer que o misticismo é cego!
“O conhecimento é indispensável à vida e ao serviço cristãos. Se não usamos a mente que Deus nos deu, condenamo-nos à superficialidade espiritual, impedindo-nos de alcançar muitas riquezas da graça de Deus. Ao mesmo tempo, o conhecimento nos é dado para ser usado, para nos levar a cultuar melhor a Deus, nos conduzir a uma fé maior, a uma santidade mais profunda, a um melhor serviço. Não é de menos conhecimento que precisamos, mas sim de mais conhecimento, desde que o apliquemos em nossa vida”. (John Stott).

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